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sábado, 31 de outubro de 2015

Envelhecimento do mundo

Demografia é uma área da ciência geográfica que estuda a dinâmica populacional humana. O seu objeto de estudo engloba as dimensões, estatísticas, estrutura e distribuição das diversas populações humanas.
O que está ocorrendo?
O mundo se encontra em uma transição de processo demográfico único e irreversível: as taxas de natalidade têm diminuído na mesma proporção em que as de idosos têm aumentado. Como consequência disto, teremos uma população mais velha em todos os lugares.
Hoje, uma a cada nove pessoas no mundo tem mais de 60 anos, somando 810 milhões de idosos. Em dez anos, esse número passará de um bilhão.
Em 2050, haverá pela primeira vez mais indivíduos acima de 60 do que abaixo de 15 anos, e 80% desses idosos viverão em países em desenvolvimento. Países que atualmente são de maioria jovem – onde há muito mais trabalhadores do que aposentados – também precisarão, portanto, se adaptar ao envelhecimento populacional.
Envelhecimento no Brasil
Em relação ao mundo como um todo, a população do Brasil cresce bem mais lentamente, e pode começar a declinar em 20 anos.
Pesquisador, José Alberto Magno de Carvalho diz "A fecundidade atual é incapaz de repor toda a população. Ela é registrada globalmente em números próximos de 1,9 filho por mulher, e isso significa que a população vai diminuir no futuro". Até mesmo no terceiro mundo, o crescimento está diminuindo.
Assim como a própria ONU, José Alberto enfatiza que o principal objetivo de trabalho deve ser o investimento nos jovens de hoje, que vão se tornar os adultos responsáveis por manter o mundo com mais idosos.
Envelhecimento na Europa
O que se percebe nos países europeus são países que apresentam taxas de crescimento vegetativo, praticamente inexistentes ou até mesmo negativas. O número de nascimentos dos países europeus não tem superado o número de mortes. A mulher moderna busca a qualificação profissional, por isso permanece mais tempo estudando, colocando o casamento e a formação de uma família em segundo plano.
Desvantagens
Para alguns pesquisadores de tendências populacionais, entretanto, além de irreversível, o processo de envelhecimento da população não garante totalmente a sustentabilidade, e ainda é preciso pensar em reduzir o número de pessoas no mundo para poder tornar a vida possível.
Mais idosos que jovens, a minoria deverá sustentar a maioria, isso produzirá um grande desequilíbrio nas nações, por causa da sobrecarga dos sistemas previdenciários. Outro fator preocupante são as mudanças estruturais nos serviços, como o de saúde, que também fica sobrecarregado, além dos custos elevados no tratamento de doenças crônicas.
Aposentadoria

O limite cronológico proposto pela ONU, em 1982, para início da chamada terceira idade, tomou por base a média de idade da aposentadoria estabelecida na maioria dos países. Tal limite proposto induz à associação corrente entre velhice e aposentadoria, que embora na prática nem sempre se confudam. Importante é a ocorrência de uma "dupla aposentadoria" no plano subjetivo: a primeira legal, por tempo de serviço e a segunda determinada pelos limites impostos pelo corpo (doença e/ou idade) e pelo processo de exclusão do mundo do trabalho. A aposentadoria burocrática e formal muitas vezes se configura como um espaço de preparação subjetivo para o afastamento futuro, com valor simbólico, pois coloca para o trabalhador a possibilidade real de um mundo do não trabalho.
Curiosidade
China é o país que possui a maior população de idosos, com aproximadamente 119 milhões de pessoas idosas e com o crescimento anual de 3,2%. Neste ritmo, a população idosa, poderá chegar a um sexto da população total em 2018, e a um quinto em 2025.



Bibliografia:



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